10 de out de 2011

Porque você gosta de Bacon e de Catupiry?

Os alimentos com alto teor de gordura atraem algumas pessoas de forma incontrolável. Este desejo chama a atenção da ciência: ele não depende nem de perto, só do paladar!
Segundo descobertas recentes, a ingestão de gorduras é uma forma ancestral de prazer.
Um estudo da Universidade da Califórnia em conjunto com o Instituto Italiano de Tecnologia, diz que ao saborearmos alimentos gordurosos, o intestino produz substâncias parecidas com os principios ativos da Maconha e que provocam Bem-Estar. Cardápios gordos trazem satisfação e bem-estar únicos! "Isto
justificaria a dificuldade em controlar o anseio por estes alimentos. O indivíduo busca sempre mais para se sentir bem" afirma Daniele Piomelli, coordenador do trabalho. Em altas quantidades, esta gordura mantêm a fome por mais tempo, o que significa excessos à mesa e em consequencia, aumento de peso!
"Há aproximadamente 200 anos, houve uma industrialização importante. A população começou a ter acesso fácil a produtos alimentícios e deixou de se movimentar tanto quanto antes" relata o nutrólogo Celso Cukier, presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Clínica. Estas mudanças, por terem sido muito rápidas, não foram acompanhadas de mutações biológicas. E por serem uma fonte fácil de prazer, a gordura virou um vício para muitos!
"O indivíduo, como com qualquer droga, sabe que está causando prejuízos a sí, mas continua com o hábito mesmo assim." segundo Walmir Coutinho, endocrinologista da PUC-RJ.
Esta dependência, quando não controlada, cai em um circulo vicioso que se parece demais com o das drogas.
Assim como um viciado em cocaina, o viciado em gorduras busca cada vez maiores quantidades para ativar o sistema de recompensa e prazer.
Isto significa que acabará em uma dieta cada vez mais repleta de petiscos e guloseimas altamente calóricos, que trará quilos e quilos de sobra, principalmente na região abdominal.
Atenuar o vício por gordura não é tarefa das mais simples. "Quando se deixa de ingerir gordura em grande quantidade, o "viciado" tende a ficar irritado e depressivo. Estamos falando em uma espécie de crise de abstinência" enfatiza Paulo Jannuzzi Cunha.
Por este motivo, muita gente com este tipo de dependência não gosta de ouvir que, para ter refeições saudáveis, basta ter força de vontade e planejamento.
Quando for às compras, leve uma lista e se esforçe ao máximo para segui-la! Uma dica saudável fazer compras quando não se está com fome. Isso ajuda na escolha dos melhores alimentos, tornando a compra racional.
Os especialistas observam que estratégias para garantir os niveis ideais de dopamina e de outros neurotrasmissores que trazem bem-estar auxiliam a reconquistar o controle sobre o cardápio, funcionando como substitutos dos salames e dos bacon´s.
Outro fator importante para garantir o efeito recompensa é a atividade física. A regra é investir em práticas que agradem. Muitas pessoas não gostam de se exercitar e quando forçadas, saem da malhação buscando conforto nas coxinhas e em outras porções calóricas.

Entenda os tipos de Gorduras:

 
Poli-Insaturadas:
Auxiliam no combate contra problemas cardíacos e inflamações. Das calorias diárias, 10% precisam vir desta variedade: 1 filé de salmão, 1 colher de sopa de maionese industrializada e 1 colher de sopa de óleos vegetais garantem esse percentual.


 

Mono-Insaturadas:
Os outros 10% estão reservados para este tipo, presente no Azeite e em boa parcela de oleaginosas, como o Amendoim. Cerca de 7 amêndoas e 4 castanhas de cajú são suficientes, e ainda reduzem o nivel do LDL, o colesterol ruim.



 

Saturadas:
Abastecem a célula de energia. Contudo, não justifica uma ingestão maior que 7% das calorias diárias. Se esta margem é ultrapassada há o risco das artérias entupirem. Um bife de contrafilé ou 4 pequenas fatias de bacon são suficientes para alcançar o percentual diário.


 

Trans:
Hoje, estão banidas por gerarem doenças coronarianas.
Verifique o rótulo dos produtos industrializados, como biscoitos. No máximo, limite-se a 1% das calorias diárias, ou seja, uma bola de sorvete!







Pesquisa: Revista Saúde é Vital - Setembro 2011

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