27 de out de 2010

Renata Vieira + Mulheres + vaidade, combinação perfeita!

Dietas, peeling´s, redução de gorduras, drenagem, cabelo, moda, tendência... tudo isso faz parte do universo feminino.

Qual mulher que ao se arrumar acha que está pronta de primeira? Toda vez que saímos para comprar roupas, nos deparamos com uma infinidade de modelos, cores, padronagens.
Aí vem a vendedora e nos diz: “esta é a última moda” ou pior : “esta é a última tendência”.

Qual a última moda para você?
Você sabe se o que as modelos usam na passarela cai bem para seu tipo físico?
Se uma calça de modelo mais “moderno” ficará com uma boa aparência se você possui mais quadril ou pernas mais grossas do que a modelo que a usa na foto da revista?
Você sabe combinar cores sem cair em um gosto duvidoso?
Afinal, você sabe o que é melhor para seu tipo físico?
E ainda vou além: você sabe definir seu tipo físico?
Muitas perguntas... respostas muitas vezes evasivas, não?
Quem fica segura ao responder estas questões?
Leia esta entrevista e veja a importância de se auto conhecer e utilizar as ferramentas que vão lhe fazer cada vez mais bonita!



O que é Consultoria de Estilo? 
A Consultoria de Estilo é a orientação dada à pessoa que, por algum motivo (maternidade, separação, promoção, fama, etc), não consegue se adequar à nova realidade ou também pela simples vaidade.

O que você leva em conta ao ministrar um workshop de consultoria de estilo?
Procuro orientar as pessoas a respeito do que é estilo e o que é moda. Gosto de explicar que antigamente as “modas” eram mais rígidas, sendo assim as pessoas sabiam exatamente o que deveriam vestir em cada situação. Hoje é o oposto, são tantas as opções que o indivíduo acaba sem saber o vestir e o que é pior, acaba misturando as “estações”, comparecendo a uma entrevista de emprego como se tivesse acabado de sair de uma balada, por exemplo. Minha orientação é que as pessoas se analisem diante do espelho para conhecer seus limites, saber valorizar o que é bonito e esconder o menos agrada.

Por que algumas pessoas tem dificuldade em compor seu próprio estilo?
Não que elas tenham dificuldade em compor o próprio estilo, percebo que as mais novas limitam-se às grandes inspirações justamente pela falta de experiência, ainda não se assumiram como mulheres e sentem muita vergonha de seus novos corpos (afinal, até pouco tempo atrás tinham o corpo de uma criança). Com as mais velhas percebo que, entre os 20 e 50 anos usaram e abusaram dos modelistos ditados pela moda, mas que depois dos 50 se deram conta que são quase avós, aposentadas, mulheres retornando ao lar e que, na cabeça delas, já não podem vestir o que bem entendem. E diga-se de passagem, é uma atitude muito louvável. Daí surge o conflito em compor o próprio estilo, mas é uma questão de “adaptação à nova fase”. Ela precisará fazer um novo “reconhecimento de área” e concluirá que nem tudo está perdido. Daí sim, conseguirá traçar seu estilo e seguí-lo fielmente.

Tudo que é tendência pode ser usado?
Não. A pessoa deve analisar se determinada peça de roupa combina com seu biótipo físico, com seu estilo de vida, se ela se sente à vontade dentro da roupa, se a roupa fala a mesma “língua” que ela... Por exemplo, imagine que de repente virou febre usar terninho, todas as mulheres do mundo aderiram ao terninho, mas uma dessas mulheres é surfista. Sendo ela surfista, alguém imagina que irá ficar à vontade dentro de um terninho? Combina com seu estilo de vida ou pessoal?

O estilo de se vestir é um cartão de visitas?
Sem dúvida. Todos nós temos pelo menos uma dúzia de conhecidos que descrevemos pela roupa. Seja a produção das mais elegantes ou das mais maltrapilhas. A roupa é a nossa comunicação não verbal, ao chegarmos em algum lugar, antes de falarmos “bom dia” , nossa roupa já passou uma série de informações a nosso respeito, inclusive sobre a maneira como queremos ser tratados. Um exemplo disso é um padre e um metaleiro, o linguajar, a postura e até a educação será diferente para ambos.

As cores podem derrubar uma produção?
Sim. Cada um de nós temos uma Coloração Pessoal diferente do outro. Na análise de cores levamos em conta quatro tipos básicos de pessoa, que são determinados através de seu tom de pele, cor dos olhos e cabelos, tendo como referência as quatro estações do ano (que possuem características próprias). Logo cada tom de pele combina mais com determinada estação. Tomando por base uma pessoa do tipo Outono (estação onde o sol derrama sua luz dourada sobre a folhagem, deixando-a com tons de laranja, amarelo e marrom) será valorizada ao usar cores terrosas, quentes e profundas.
Concluindo: quando não usamos cores que nos favorecem, ficamos com a aparência envelhecida, cansada, ressaltando uma ruguinha aqui ou ali. E quando estamos com cores que nos favorecem, nem precisamos estar maquiadas (no caso das mulheres), é como se estivéssemos usando maquiagem, os lábios realçam, ficamos coradas, destacam os olhos. Uma dica! Se naquele dia que você mal pode se arrumar, alguém disse que você estava bem, guarde a cor da blusa que estava usando, pois é bem provável que estivesse com a cor da sua cartela.

Antes de pensar em tendência a mulher deve pensar em Biótipo?
Sempre! O que adianta a pessoa ter o tronco curto e querer usar calça de cintura alta? Isso é para quem, ao contrário, tem o tronco longo e quer disfarçar. O resultado final parecerá que ela foi cortada ao meio. É por isso que eu sempre aconselho a olharem-se no espelho para evitar erros como este.

Quem é exemplo de referencia em estilo no Brasil?
Gosto muito da maneira como a Carolina Ferraz se veste, um jeito cool sem perder a elegância.

Qual o resultado de seguir as dicas de um personal stylist ao compor um visual?
O principal resultado é vestir-se com mais segurança, logo ela deixa isso transparecer, mostrando que está bem, elevando sua auto-estima.

A moda é só para ser usada ou ela também é uma forma de comunicação?
Sem dúvida é uma forma de comunicação. Ocorre um fato interessante com a moda. Ao mesmo tempo que a amamos, também a “odiamos”, pois queremos ser diferentes, mas na busca de se individualizar, acabamos nos tornando todos iguais. A própria palavra “moda” já define isso, quer dizer: modo, maneira comum. Um fato interessante é o caso das grifes. Imagine um determinado grupo de jovens, todos vestem a grife da moda, com isso comunicam que têm alto poder aquisitivo, que são sofisticados e antenados. Para que um novo jovem seja aceito por este grupo, um dos fatores determinantes será o uso, por parte dele, de roupas da mesma grife, assim ele estará dizendo através de sua roupa: penso e me comporto da mesma maneira que vocês, sou da mesma tribo!

Os famosos primeiros 15 minutos, realmente fazem diferença na imagem?
Totalmente, imagine que um homem marcou um encontro com a mulher. Por algum motivo ele não teve tempo de passar antes em casa e tomar um banho. O dia está bastante quente. Por mais agradável que seja sua companhia ela pensará duas vezes na hora de marcar um segundo encontro, pois a imagem que ficará em sua cabeça é a de que aquele homem não é tão asseado. É claro que aqui exemplifiquei com um encontro, que dura mais tempo, mas a impressão que nossa amiga teve do rapaz, foi formada nos primeiros quinze minutos.

Uma mulher empresária deve seguir a tendência da empresa ou ter seu estilo próprio?
Um pouco de cada, ela deve seguir o estilo da empresa, para que haja empatia nas relações interpessoais, mostrando que se preocupa em “fazer parte do time”, mas não deve abandonar totalmente seu estilo, senão ela não se sentirá motiva a vestir-se pela manhã. O segredo é adequar seu estilo pessoal ao da empresa, com isso ela mostrará que tem personalidade e criatividade.

Existe diferença entre adequação de estilo e orientação de estilo?
No final os dois acabam sendo a mesma coisa, pois quem está sendo adequado também está sendo orientado e vice-versa.

Qual a diferença entre consultoria para lojistas e consultoria para clientes?
A consultoria para lojistas é mais ampla, afinal lidamos com todos os gostos, o foco acaba ficando mais no atendimento, mas de uma maneira personalizada. O lojista aprende recursos onde, na hora da venda, vai permiti-lo argumentar e orientar melhor.
A consultoria individual é mais direcionada ao gosto e estilo de vida da cliente. Tudo que é feito, é pensando em situações do cotidiano: uma viagem, o filho que nasceu, uma festa, um jantar, uma separação. O trabalho é feito em cima da realidade da cliente.

Um workshop de moda e estilo fideliza clientes?
Sim, principalmente quando clientes e o staff da loja participam juntos, pois quem ouviu a informação saberá direcionar à sua cliente. E a cliente por sua vez, conseguirá falar a “mesma língua” do consultor. Parece pouco mas isso é o que cria o laço de fidelização – o relacionamento de reciprocidade.

Quem participa do Workshop de Moda e estilo segue mais preparada para aproveitar moda e tendências?
Com certeza, afinal ela terá informações que a fará analisar melhor o que está na moda, se tal peça de roupa combina com seu estilo, como combinar acessórios, resultando em compras muito mais direcionadas.

Hoje você é referencia em Personal Stylist, que desafios você enfrentou para chegar a isso?
O maior desafio é explicar o custo-benefício, quando você fala que é personal stylist, logo surge o comentário: ah, eu adoraria ter uma, mas é tão caro! Engana-se quem pensa assim, pois uma vez que a pessoa aprende a se conhecer e vestir-se adequadamente, ela deixa de gastar dinheiro comprando itens que nada tem a ver com sua personalidade e o que é melhor, aprende a otimizar suas roupas fazendo mais produções com poucas peças.

Deixe algumas dicas para esse verão?
Tecidos – muita renda, tecidos naturais como linho e algodão, crochê com pontos bem abertos. Estampas - a tendência militar continua forte com as estampas camufladas. Flores, muitas flores. Desde o hibisco até aquelas miudinhas tipo hippie, também conhecida como estampa liberty.
Mas o bacana é a mistura, por ex, misturar floral com listras, dá um toque inusitado e criativo à produção. Não podemos esquecer as de bicho, numa referencia à África, onde entram as estampas étnicas e tribais. E as estampas geométricas, que lembram mais os grandes centros urbanos e não comprometem tanto no trabalho.

Formas - saias rodadas de cintura alta, babados, rendas e frufrus. Cintura bem marcada por cintinhos, o legal é amarrar o cinto e não apenas afivelá-lo. A silhueta em A, mais anos 60 também está com tudo.

Estilo – militar com suas cores cáqui e verde exército, roupas utilitárias. Esportivo a exemplo do neoprene, que timidamente apareceu em algumas coleções, mas que agora reinou absoluto.

Acessórios – acho que a grande novidade são os clogs, aqueles tamancos que as holandesas usavam para proteger os pés e que agora apareceram repaginados com saltão de madeira. Os sapatos e sandálias continuam pesados mais com saltos mais finos.

Bolsas - de todos os tamanhos, depende da necessidade do que vai carregar, grandes e pequenas estão valendo. Eu vi muitos lenços, tearas e chapéus nos desfiles.

Colares e pulseiras tanto de acrílico numa referencia mais esportiva, mas também de madeira, sementes, coisas que lembram um safári.

Cores – devido à democracia da moda há cores para todos os gostos e estilos. Começando pela suavidade das candy colors ou também conhecidos como tons pastel, que são as cores lavanda, rosa pó, verde claro. Para as menos açucaradas, tem a opção das cores fortes: coral, roxo, laranja, azul turquesa, amarelo, tem até as cores fluo como o amarelo limão e o pink que adicionam cor às produções nude ou pastel.

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